Quando pensei em engravidar do meu segundo filho eu fui até uma médica muito conhecida na cidade que eu morava (Jataí - GO). Ela era uma médica carinhosa, simpática e parecia sempre muito preocupada com o psicológico da paciente também! Logo de cara, na primeira consulta, perguntei se ela faria um parto normal após uma cesárea! Cesárea essa que teria por volta de 6 anos quando o outro bebê nascesse! Primeiro ela perguntou o motivo de eu querer ter um parto normal. Eu disse que gostaria de ter muitos filhos e como a cesárea é uma cirurgia eu sabia que não poderia ficar abrindo e fechando minha barriga! Ela então perguntou o motivo da minha primeira cesárea e eu respondi que foi eletiva e sem motivo nenhum! Aí ela veio com o papo de que era possível sim um PN a´pos cesárea, mas teria que seguir algumas regras:
- sem indução
- sem bolsa rota antes do trabalho de parto
- o trabalho de parto e expulsivo deveria durar no máximo 8 horas, mais do que isso ela operaria, mesmo que a dilatação fosse total!
Depois ainda descobri mais algumas coisinhas (com 40 semanas de gestação):
- ela usaria o fórceps pois era procedimento dela.
- episio, lógico!!! (por causa do fórceps)
- ela era contra PN e contra ter muitos filhos!!!!!
E ainda por cima ela veio com a história de colo grosso e bebê alto, falando de um possível prolápso de cordão (quando o cordão sai antes do bebê e cabeça do bebê acaba comprimindo o cordão) e a frase mais temida por qualquer gestante: morte do bebê!!!!!
Nisso eu já estava de 40 semanas e ela só esperaria mais uns dias. Agora imagina essas informações para uma gestante de 40 semanas? Marquei a cesárea para dali 5 dias!
Tudo isso foi uma pena, mas acho que lá realmente a coisa era difícil! Algumas histórinhas de amigas minhas: dilatou rápido e (ainda não sei o motivo) o médico fez a manobra de Kristeller (empurrar a barriga da parturiente), mas foi com tanta violência que o bebê saiu rasgando tudo! Ela levou muitos pontos, teve um problema nas costas devido à manobra e andava como se tivesse tido uma cesárea, mesmo uma semana após o parto. Mais uma: uma moça que estava internada no mesmo hospital que uma amiga. Ela estava internada há 3 dias com contrações, mas o médico a animava muito dizendo que nunca tinha visto um útero tão lento como o dela! Nesse hospital que ela estava só fazia cesárea se pagasse e era um hospital terrível, sem o mínimo de higiêne! Essa minha amiga internou para induzir e acabou pagando a cesárea, como é de se esperar quando tem uma indução super mal conduzida!
Mas histórias assim se escutam todos os dias em todos os lugares do Brasil! Coisas como: bebê com o pé enroscado na costela da mãe (como isso pode acontecer? Esse bebê deve ser especial, pois conseguiu atravessar o útero!!!!!), bebê grudado na placenta (mas não é assim que deve ser? bebê grudado na placenta pelo cordão umbilical!!!), placenta velha (já ouvi história de palcenta velha grau II - vai até grau III), pouco líquido, muito líquido, bebê com pouco espaço lá dentro(!!!!), bebê que passou do tempo com 40 semanas (a gestação humana normal vai de 37 à 42 semanas), bebê grande demais, fora aqueles obstétras que vão mudando a data prevista para o parto aí chega em 37 semanas, mas nas contas "mágicas" do médico a gestante já está com 40 semanas!!!
É! Tudo isso pode ser evitado! Mas é muito difícil imaginar que em um Brasil tão grande, com tantos médicos, tão poucos acompanhem partos normais, e menos ainda acompanham partos humanizados! Nós tentamos acreditar que aquele módico que nos acompanha há tanto tempo vai nos respeitar, mas não é assim que funciona!
Existem algumas perguntas elaboradas para testar seu obstétra! São perguntinhas básicas mas de cara dá para perceber que tipo de médico é o que está te acompanhando! Essas perguntas devem ser feitas aos poucos e você deve ter um ouvido muito seletivo para perceber se ele não está respondendo apenas oque vocÊ quer ouvir! Essas perguntas estão no site Amigas do parto e você pode vê-las aqui.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
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1 coisas para pensar:
O pior é que esses médicos geralmente são mais antigos, então sabem jogar com o psicológico das gestantes. Ainda mais pq ficamos muito mais sensíveis quando grávidas!
Muito triste, né?!
Beijinhos
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